Nasa desenvolve "PC vestível" para futuras expedições a Marte
A Nasa (agência espacial dos EUA) e o governo norte-americano começaram a desenvolver "computadores vestíveis" para auxiliar nas expedições futuras para o planeta Marte.
PCs acoplados a um cinto e câmeras digitais embutidas em headsets, equipamentos já utilizados hoje em dia pelo Exército dos EUA, são algumas das idéias utilizadas pela agência para criar uma roupa espacial high tech.
"Computadores vestíveis talvez sejam o futuro não só em viagens para Marte, mas para muitas outras missões espaciais", disse Pascal Lee, cientista da Nasa.
Com o mesmo poder de processamento de notebooks, os vestíveis ainda são muito caros para o consumidor final. Um modelo topo de linha pode chegar a US$ 10 mil, por exemplo.
Atualmente, os micros vestíveis são utilizados nos Estados Unidos com objetivos militares. Eles permitem, por exemplo, que um mecânico se debruce sobre um tanque ou um avião e transmita imagens diretamente para uma sala de comando, ou ainda tenha no visor acoplado ao seu olho um manual de manutenção.
"Eles não precisam levar nada consigo para reparar uma aeronave", diz Jay Koerner, do Comando de Comunicação Eletrônica do Exército dos EUA. "Todos os dados de que ele precisa são gravados no micro vestível e levados com ele."
Evolução da "guerra cirúrgica"
Mas o Pentágono (agência de segurança dos EUA) tem outros planos para os experimentos da Nasa. Imagina-se que, na próxima década, soldados possam transitar pelo campo de batalha com imagens de satélite da região e cálculos de precisão balística a um clique em seus uniformes.
Com o sistema GPS (Sistema de Posicionamento Global, na sigla em inglês), um soldado poderia, por exemplo, identificar quem são os inimigos e atingi-los com menor índice de erro.
O projeto do Pentágono, chamado "Land Warrior", começará a testar computadores vestíveis em 2003. O Exército já gastou US$ 400 milhões nos Estados Unidos com o programa, que deve levar à fabricação de uniformes computadorizados já em 2008.