Uma peculiaridade muito interessante deste planeta é a
O motivo que o colocou nesta posição ainda não está claro. A hipótese mais provável é a da colisão com outro corpo celeste.
ESTRUTURA INTERNA
Sob a camada exterior, composta de hidrogênio e hélio, está uma rica camada de amoníaco, metano e outros compostos de carbono e nitrogênio, além de hidrogênio e hélio moleculares. É provável que no centro haja um núcleo rochoso com cerca de 17.000km de diâmetro.
ATMOSFERA
Urano aparece uniforme, quase sem perturbações em sua atmosfera, com uma predominância de tons esverdeados e azulados. Esta cor se deve à presença de hidrogênio e metano.
Esta uniformidade na atmosfera se deve ao fato de ser o único no sistema solar que não possui fonte interna geradora de calor, sendo que desta forma não se formam correntes quentes e frias, que dão origem aos ventos.
Devido à posição de seu eixo de rotação, os pólos recebem mais luz solar .
As formações de nuvens são pouco numerosas e os ventos sopram (nas latitudes médias) a uma velocidade de 600km/h, na mesma direção dos paralelos, acompanhando o sentido de rotação do planeta. Os ventos que se formam em latitudes inferiores são mais fracos – cerca de 360km/h e sopram em direção contrária à rotação. Essas velocidades são baixas para as turbulências que costumam apresentar os gigantes gasosos.
A temperatura aproximada acima das nuvens é de –210º C.
ANÉIS
Foram descobertos em 1977. São em número de 11; acinzentados, refletem a luz de forma irregular, o que leva a pensar que são compostos de poeira. A descoberta tardia foi devida ao seu pequeno índice de reflexão, que os torna de difícil visualização.
![]() A foto mostra a presença de poeira entre uma anel e outro |
![]() Panorama do sistema de anéis que rodeia Urano |
São em número de 15, sendo que também existe uma complexa interação destes com a estabilidade das órbitas dos anéis.
Miranda foi o melhor fotografado, pois a sonda Voyager 2 (que esteve nas proximidades do planeta em Janeiro de 1986), sobrevoou-a a uma pequena distância.
Miranda é o mundo mais estranho do sistema solar estudado até
o momento. Seu diâmetro diminuto – 500km, revela uma superfície que se
parece com um corpo 10 vezes maior, com formações complexas e peculiares.

Apesar de seu tamanho reduzido,
Miranda exibe intensa atividade
geológica, pouco comum para um
corpo deste tamanho.