Planeta Marte

Baseado nas diversas análises realizadas pelas sondas enviadas, hoje sabemos que este planeta é muito semelhante à Terra e o único sobre o qual o homem poderia pisar, num futuro não muito distante.

A primeira sonda a aproximar-se do planeta foi a Mariner 4, que em julho de 1965, enviou várias fotos tomadas a uma altitude de 10.000 km da superfície do planeta.

Tais imagens testemunharam que , ao menos, no aspecto macroscópico, visível, não existe vida em Marte; desta maneira pôs-se fim à inúmeras controvérsias que se faziam até aquela data a esse respeito.

A missão mais bem sucedida, para aquela época veio através das sondas Viking 1 e 2, que aterrizaram em setembro de 1975 em duas regiões diferentes, com distância de 6.000km entre si, pois as mesmas possuiam um pequeno laboratório a bordo, para analisar as amostras colhidas e um computador capacitado para tomar decisões autônomas.

 
Sonda Viking 1 recolhendo amostras do solo
Braço da sonda Viking 1, cuja função foi
recolher amostras do solo de Marte
SUPERFÍCIE

A superfície de Marte é semelhante à da nossa Lua, acrescentando-se às crateras e planícies, canyons e vulcões.

Há a presença de água, em forma de gelo nas regiões polares e infiltrada nas camadas superficiais do solo, estando permanentemente congelada.

A inclinação do eixo de rotação determina em Marte a alternância de estações e variação das temperaturas na superfície. Em média, a temperatura é de –40ºC, com picos de –14ºC, no verão e de –120ºC, no inverno.

Apesar de possuir clima frio e seco, existem evidências da ação erosiva da água e do gelo em Marte.

Na superfície, existem muitas estruturas em forma de canais que lembram os leitos dos rios terrestres e outros mais profundos, com as mesmas dimensões ao longo de toda sua extensão, que são consideráveis oceanos. Isso demonstra que ao longo de sua história, o clima foi temperado e havia um ciclo hidrodinâmico completo, ou seja evaporação de água do mar, condensação em forma de nuvens e precipitações sobre o solo marciano.

O final deste ciclo provavelmente se deu pela instabilidade da atmosfera e pela distância do Sol. O planeta foi resfriando, a água se infiltrando no solo, que em Marte é muito poroso, os oceanos foram se contraindo, diminuindo gradativamente seus efeitos na atmosfera e a água acabou por ficar toda presa no solo, congelada.

 

 
Canyon Valles Marineris, em Marte Como seria o Valles Marineris se tivessem oceanos
O imenso Canyon Valles Marineris, em Marte tem mais de 3000 Km de comprimento e 8 Km de profundidade; É 10 vezes mais comprido e 4 vezes mais fundo que o Grand Canyon dos EUA Reconstituição do Valles Marineris, tal como seriam quando em Marte existiam oceanos
ATMOSFERA

A camada atmosférica de Marte é extremamente fina e é composta principalmente de dióxido de carbono, quantidades mínimas de nitrogênio, argônio, oxigênio e vapor d’água. A pressão do solo é muito baixa – aproximadamente 6 milésimos da terrestre.

Os ventos marcianos manifestam-se freqüentemente nas formações do tipo ciclônico. A baixa densidade da atmosfera favorece a formação de ventos com velocidades de até 200km/h, que produzem tempestades de areia tão abrangentes que chegam a cobrir todo um hemisfério e são visíveis da Terra. Essas tempestades tornam a atmosfera do planeta opaca durante semanas, até que a poeira em suspensão se deposite no solo novamente.

O vento é o principal agente de erosão do solo marciano, onde continuamente se deslocam e se criam enormes dunas de areia. Por ser o solo rico em óxido de ferro, o céu de Marte é avermelhado, devido à presença constante dessa poeira em suspensão.

 
Tempestade de areia

O céu avermelhado de Marte
Detalhe da superfície
de Marte mostrando uma
tempestade de areia
(indicada pela seta)

 

OLYMPUS MONS

A montanha mais espetacular de todo o planeta é o Olympus Mons, que está a aproximadamente 20º acima de equador. Essa montanha é a mais alta de todo o sistema solar e eleva-se a 27km de altitude. É um vulcão de forma quase circular com 600km de diâmetro. No cume, a cratera colapsada forma uma caldeira de 90km de diâmetro.

A montanha Olympus Mons

 

SONDA MARS PATHFINDER

4 de Julho de 1997 – A sonda Mars Pathfinder pousou em solo marciano – o Ares Vallis numa missão norte–americana totalmente robotizada para analisar diversos tipos de rochas do local onde pousou.

 

 
Rocha Yogi
Imagem tomada pela câmara abordo da Mars Pathfinder.
No primeiro plano pode-se ver a rampa pela qual desceu
o Rover, e à direita e à esquerda, os balões vazios que
serviram como airbag no impacto da sonda com o solo.
A direita mais acima, vê se o Rover analisando
a rocha Yogi.
Vista do alto da montanha Olympus Mons
Monte Olympus fotografado
durante a aproximação
de marte


Planície Ares Valles
Imagem da Ares Valles
Planície onde pousou a Mars Pathfinder
(ficou conhecida como "bosque").
Vêem-se rochas de diversos tamanhos
sobre uma base arenoso argilosa;
elas indicam que num passado remoto
ali corria um rio.

 


SATÉLITES

Marte possui 2 pequenos satélites – Fobos e Deimos, descobertos em 1877. Possuem formato bem irregular, semelhantes à asteróides, com diâmetros médios de 22 e 14 km, respectivamente.

Fobos

PRÓXIMA MISSÃO

Está sendo estudada uma nova missão para Marte entre a NASA, ESA e outras agências espaciais para 2020, sendo que esta será tripulada pelo homem. Portanto teremos o ser humano pisando o solo marciano daqui a 20 anos!