Todos os planetas exteriores apresentam características comuns, tais como:

 

 

Planeta Júpiter

O gigante do sistema solar tem massa maior que a de todos os planetas juntos e é composto dos mesmos gases que o Sol ( hidrogênio e hélio) e sua massa está somente um pouco abaixo do limite mínimo suficiente para que a contração gravitacional eleve seu centro à temperatura necessária para a fusão do hidrogênio, e, portanto para o nascimento de uma estrela. Se isso ocorresse, nosso sistema solar seria um sistema binário e desta forma não estaríamos aqui.

 

ROTAÇÃO DIFERENCIAL

O período de rotação de Júpiter é o menor de todos os planetas do sistema solar: no equador é de 9 horas e 50 minutos, enquanto que nas latitudes mais elevadas é de 9 horas e 55 minutos. A alta velocidade de rotação provocou achatamento nos pólos: o diâmetro nos pólos é de 134.700km, contra 143.000km no equador.

 

ESTRUTURA INTERNA

Estrutura interna de Júpiter

 

ATMOSFERA

Ao observar Júpiter, a única estrutura visível é a atmosfera com suas nuvens e manchas características. As nuvens dispostas em sentido paralelo ao equador, apresentam-se claras ou escuras, de acordo com as correntes quentes ascendentes ou frias descendentes. As cores das nuvens se devem às diferentes altitudes atmosféricas. As mais altas são vermelhas, logo abaixo estão as brancas e mais abaixo as marrons, nas camadas iniciais são azuladas.

Gases presentes na atmosfera: metano, amônia, hidrogênio, hélio, carbono, nitrogênio.

Atmosfera de Júpiter

 

A GRANDE MANCHA VERMELHA

A Grande Mancha Vermelha é um gigantesco redemoinho. Apresenta uma estrutura ciclônica de duração sem igual na Terra (foi visualizada pela 1.ª vez em 1665 por Cassini). A ausência de atrito com uma superfície sólida permite essa duração.

A origem desta mancha ainda não está esclarecida.

Mancha vermelha

 

ANÉIS

Assim como Saturno, Júpiter também possui anéis que rodeiam o planeta à altura de seu equador e que se encontram 55.000km acima da atmosfera.

Os anéis de Júpiter não são tão brilhantes nem luminosos quanto os de Saturno. Foram descobertos pelas sondas Voyager. Há 2 anéis principais e um interno muito fino, de cor alaranjada. A espessura dos anéis não deve ultrapassar alguns quilômetros, e são formados principalmente por poeiras e pequenos fragmentos. Por esse motivo, quase não refletem a luz do Sol e são pouco visíveis.

Anéis de Júpiter
Acima, um detalhe do sistema de anéis
fotografado pela sonda Voyager 2.

 

SATÉLITES

São 16 luas, sendo que as 4 maiores (quase sempre visíveis) Io, Europa, Ganimedes e Calixto, pertencem à família de objetos terrestres, ou seja, são similares aos corpos do sistema solar interno, em tamanho e composição.

IO

- A superfície de IO é cravejada de muitos vulcões. É considerado o corpo mais ativo do ponto de vista vulcânico de todo o sistema solar, e é rico em enxofre. As freqüentes erupções em IO expulsam matérias que se chocam com 2 outros satélites menores (Adrastéia e Métis), deles arrancando poeira e fragmentos que se dispõem ao redor do equador de Júpiter formando os anéis.

 
Superfície de Io,
um satélite de Júpiter
Vulcão em Io
Superfície de Io À direita detalhes da superfície de Io mostrando a garganta de um vulcão que se distingue por uma cor mais escura
Os satélites Io e Europa

EUROPA

- A superfície de Europa é recoberta por uma crosta de gelo que a deixa totalmente lisa. É muito provável que água tenha subido do interior à superfície formando uma espessa camada de gelo, que oculta todo o relevo topográfico. Por outro lado, o calor interno mantém um oceano líquido, onde se estima que tenha 2 vezes mais água que todos os oceanos terrestres. Graças ao vulcanismo, também presente, Europa teve, por bilhões de anos calor suficiente para a formação de moléculas complexas, tais como proteínas. Por isso, hoje é um dos principais alvos de pesquisa científica, no sistema solar, pois nenhum outro lugar do sistema solar concentra tantas condições propícias à existência de vida.

Satélite Europa

SONDA GALILEO

É considerada uma das missões mais espetaculares já concebidas pelo homem. Chegou à Júpiter em 1995, totalmente robotizada e ainda está desvendo os mistérios do gigante gasoso e seus satélites. Irá permanecer em órbita por mais alguns anos, enviando dados.

Foto da sonda na atmosfera de Júpiter
Esplêndida foto obtida pela Galileo no momento
em que a pequena sonda se desprendeu
para estudar a atmosfera do gigante