ÓVNIS visitam Pernambuco

 

 

 


Há algo de estranho nos céus de Pernambuco. Clarões inexplicáveis, luzes em forma de charutos, pequenos pontos cruzando o espaço com assustadora rapidez vêm sido avistados no litoral e em especial no município de Brejo da Madre de Deus, a 219 quilômetros da Capital. Imaginação? Fenômenos meteorológicos? Há quem jure que se tratam de Objetos Voadores Não-Identificados, ou ÓVNIs. Trocando em miúdos, discos voadores. Visitantes do espaço. ETs? Pegando emprestado o bordão do seriado televisivo Arquivo X, será que a verdade está mesmo lá fora?

Para o ufólogo paulista Edison Boaventura, a resposta é sim. Presidente do Grupo Ufológico do Guarujá (GUG), Boaventura é também um respeitável analista do Banco do Brasil. Aproveitou uma transferência temporária de quatro meses para o Recife e passou o tempo livre coletando depoimentos de pessoas que dizem ter vistos ÓVNIs sobrevoando pelo Estado.

'No Nordeste, Pernambuco e Paraíba têm se destacado em número de casos. Há uma incidência especialmente intensa em locais próximos às praias'', diz Boaventura, enquanto mostra um álbum com centenas de fotos de ÓVNIs registradas ao redor do Mundo.

Edison evita comparações, mas a ênfase com que trata do assunto e o terno azul marinho que usava durante a entrevista tornaram óbvia a associação com o personagem Fox Mulder (também do Arquivo X), fictício agente do FBI americano que dedica a vida a provar que sim, eles existem e estão aqui.

Um dos procurados pelo ufólogo foi o advogado Wilson Andrade Souza. Morador de Boa Viagem, ele diz já ter visto ÓVNIs diversas vezes e fala com prazer dessas histórias. ''Eu e minha esposa estávamos na varanda de casa quando vimos um objeto fininho no céu, parecendo um charuto. Em volta dele tinham outros 20 objetos menores, em forma de disco, voando desordenadamente. Foi um espetáculo muito bonito'', afirma. Souza já avistou ÓVNIs também no Aeroporto dos Guararapes e no município de Cupira, a 168 quilômetros do Recife. ''Na fazenda de um amigo meu, os empregados viram até a nave pousar e os homenzinhos descerem para colher goiabas'', afirma.

VARREDURA - A pesquisa de Edison Boaventura em Pernambuco também incluiu uma varredura completa em Brejo da Madre de Deus. O local é conhecido por ser um dos sítios arqueológicos mais importantes do Nordeste, e pelo jeito vai acabar tendo destaque também cenário ufológico nacional. Moradores mais antigos da área rural contam histórias de bolas de fogo se movendo pelos céus da cidade. Mostrando a eles o seu álbum, a maioria apontou uma imagem de ÓVNI tirada em Jalisco (México) como sendo muito parecida com o fenômeno avistado na região.

Dulce de Souza Pinto, diretora do Museu da cidade, morava no sítio Barriguda quando costumava ver as tochas - nome pelo qual alguns chamam as bolas de fogo. ''À noite, a gente sentava na varanda para esperar elas aparecerem. Eram tochas azuis e vermelhas, redondas, que surgem em cima da serra e ficavam se mexendo muito rápido de um lado para o outro. Depois se aproximavam e sumiam de repente'', lembra. Se eram discos voadores ou não, Dulce prefere não afirmar. ''É o que estão dizendo agora... Na época, os mais velhos diziam que eram os espíritos das comadres falecidas brigando no céu'', completou.

Há quem diga ter presenciado um pouso de ÓVNI, como o agricultor José Antônio dos Santos. Ele contou a Dulce e ao ufólogo que viu uma coisa parecida com um prato descer sobre uma pedra na Serra da Rosa. Teria visto ''umas perninhas'' saindo da tal coisa (Boaventura explica que eram trens de pouso) e depois uma portinhola se abrindo. Ele deu um tiro de espingarda e o ''prato'' saiu voando. ''E Zé sabia o que era um disco voador'', diz Dulce

Já o comerciante Zenaldo Manoel de Souza, morador do centro, nem viu e nem acredita nas tochas. ''Acho que o pessoal imagina tanto essas coisas que acaba mesmo acreditando que viu'', declarou.

Para a Ufologia, não escapam nem as pinturas rupestres dos 13 paredões rochosos ao redor da cidade. O painel do local conhecido como Pedra da Lua retrata um ser parecido com um homem de braços abertos e ligeiramente curvados para baixo, pairando acima de outros desenhos, como se estivesse flutuando. ''Edison acha que este homenzinho estaria subindo ou descendo no ar'', diz Dulce. Em outras palavras, ele acha que boa parte dos desenhos rupestres seria representação de naves e extraterrestres na visão dos nossos antepassados.