ÓVNIs - Ninguém sabe, verdadeiramente, o que são?
Um fenômeno que perturba o bom senso e toda compreensão que temos de
nosso mundo. Não podemos dizer que são definitivamente extraterrestres,
mas diferentes de tudo que sabemos sobre a vida na Terra.
Talvez sejam simplesmente algo que ainda não entendemos, pois a maioria
das coisas que os ÓVNIs fazem nos parece magia. Porém, um dia seremos
capazes de fazer as mesmas coisas.
Nossa
evolução tecnológica e espacial é muito recente. Imaginem o que
seremos capazes de fazer e realizar daqui há cem, ou mil anos. Imaginem
uma civilização que seja um milhão de anos mais avançada.
Os relatos nos mostram uma presença alienígena real e incontestável. Em
termos mundiais, pode haver centenas de milhões de pessoas que tiveram um
avistamento ou contato, já que cerca de 5% dos habitantes terrestres
relatam esse tipo de experiência. Mais fácil seria supor que todos são
dementes do que encarar a possibilidade das histórias serem verdadeiras.
CETICISMO - Muitos céticos acreditam que as pessoas são loucas ou
alucinadas, alguns se recusando a participar de discussões sobre o
assunto. Outros especialistas, que jamais tiveram uma experiência
envolvendo um ÓVNI, nem falaram com testemunhas, têm a arrogância de
dizer que tudo é besteira, que as vítimas apenas ‘pensam’ que aquilo
aconteceu.
Críticos mais gentis comentam que as pessoas que vêem Discos Voadores são
sinceras, mas possuem “certas necessidades psicológicas”. Se fosse
assim, toda população mundial deveria estar vendo essas máquinas,
porque todos nós temos certas necessidades psicológicas.
Outros falam que em toda a História da Humanidade sempre se viram luzes
estranhas no céu, e isso explica tudo. Não explica nada, essas luzes não
são apenas luzes. São coisas que as carregam e as criam. Esses são
apenas alguns exemplos das atitudes e explicações absurdas que ouvimos
por aí.
Os ÓVNIs deixam marcas no solo, quebram galhos de árvores, produzem
diversos efeitos eletromagnéticos, machucam e até podem matar as
pessoas. Já foram detectados em radar, fotografados e filmados, mas nada
disso é uma prova convincente para os céticos.
Por outro lado, que prova temos de que os Buracos Negros existem ou que o
Universo começou com o Big Bang? A falta de evidência física não
impede os cientistas de devotar suas vidas a explorar e defender essas
teorias.
Leia qualquer artigo de jornal sobre os mais recentes avanços na ciência
e você verá que eles estão repletos de ‘pode ser’, ‘talvez’,
‘é possível’, ‘provavelmente’ e outros termos que indicam hesitação.
Mas quando o tema é ÓVNI, a maioria deles não tem dúvidas: é tudo
‘besteira’. Praticamente nenhum cientista sequer (salvo raras exceções)
tentou observar ou estudar o assunto com o mínimo de seriedade.
Mas a ciência não é a inimiga, nem o governo. De um modo geral, os ufólogos
não fizeram um bom trabalho de apresentação. Muitos, na comunidade ufológica
mundial, fizeram proclamações arriscadas que acabaram causando embaraços
a eles próprios e a todos os ufólogos.
CONCLUSÕES APRESSADAS - Várias são os julgamentos apressados.
Quem deveria ser prudente e precavido acaba tropeçando, equivocado. Cada
erro desse tipo traz danos quase irreparáveis às pesquisas sérias.
Devemos
parar de tratar o assunto como, possivelmente, a maior aventura na História
da humanidade e começar a considerá-lo simplesmente uma parte inexplicável
da vida na Terra.
As brigas e disputas entre ufólogos têm sido grandemente destrutivas. Não
precisamos de inimigos. Nós, ufólogos já fazemos um ótimo trabalho de
destruir uns aos outros sem ajuda externa.
Pesquisadores pretendentes ao estrelato deveriam buscar outra forma de
gratificação do ego e os ufólogos sérios continuarão tranqüilamente
suas pesquisas por conta própria. Existe muita paranóia ufológica por aí.
É pouquíssimo provável que ‘alguém’ esteja realmente querendo nos
pegar.
É bem possível que o governo norte-americano e a maioria dos governos
mundiais saibam tão pouco quanto a maioria de nós, ou então sabem mais
do que dizem, entretanto, menos do que imaginamos.
Seria de extrema importância e utilidade a troca de informações e até
uma parceria com nossos governos, em especial as Forças Armadas, numa
iniciativa sem precedentes para o desenvolvimento de uma Ufologia oficial
e madura. Mas não podemos contar com revelações ‘top secret’. Temos
que deixar de lado as controvérsias do tipo Gulf Breeze, MJ-12 e outras e
voltarmos ao estudo do fenômeno em si.
Filmes, programas de televisão e artigos sobre ÓVNIs em revistas
sensacionalistas também são facas de dois gumes. Todo cuidado é pouco.
Deveríamos proibir, igualmente, declarações como ”Este é o ano em
que descobriremos a verdade”. Sempre alguém diz isso e nada
acontece em relação ao ano anterior.
UFÓLOGOS QUE COMPROMETEM -Certa vez, o jornalista e ufólogo
americano Bob Pratt (que já esteve inúmeras vezes no Brasil)
entrevistava um homem que tinha visto uma luz incomum no céu, quando
ouviu, incrédulo, outro pesquisador perguntar: “Você sentiu que o
objeto estava sugando alguma coisa do seu cérebro?” E o homem
respondeu: “Não, só vi uma luz”.
Alguma coisa deve ter sido sugada do cérebro desse ufólogo, bem antes
dele fazer a pergunta. Em outro caso, Pratt estava com um médico que também
era pesquisador, entrevistando uma pessoa que tinha tido um contato.
Conforme ela descrevia o objeto, o médico interrompeu paraa afirmar: “O
que você viu era uma nave de reconhecimento, com 15 metros de diâmetro,
oriunda de Zeta Reticuli”. Tomara que seja melhor médico do que ufólogo!
Essas perguntas com certos tipos de comentários não cabem em uma
pesquisa séria. Colocam idéias erradas na cabeça de testemunhas e
contaminam os casos.
Muitas pessoas consideram os pesquisadores especialistas em ÓVNIs e nós
não somos. O que existem são ufólogos bons e os ruins.
Precisamos desenvolver uma nova ‘raça’ de pesquisadores jovens,
inteligentes, que ainda não adquiriram maus hábitos, têm a mente aberta
e não chegaram ”à conclusão” de que sabem tudo a respeito do
assunto.
Gente que possa trabalhar unida e determinar padrões para pesquisa,
estabelecendo guias para o tipo de perguntas que devem ou não ser feitas
(Por onde anda o ’Código de Ética do Ufólogo’, de Arismaris
Baraldi Dias? Será que se transformou, ao menos para alguns, em livro de
cabeceira, ou caiu no esquecimento em alguma prateleira empoeirada?).
DESAFIOS - A ciência oferece a melhor esperança de explicação
para o fenômeno e, um dia, terá de lidar com os ÓVNIs. Quando isso
acontecer, a Ufologia, por menos equipada que seja, terá estudos e
registros de eventos que serão importantes e de grande auxílio. No
futuro, a ciência recorrerá às melhores pesquisas e aos melhores
textos, produzidos por ufólogos conscienciosos.
Tudo o que sabemos sobre nosso mundo pode ser zero, se comparado ao que
ainda temos pela frente. É possível que tenhamos muito a aprender com os
ÓVNIs, ou não.
O sobrenatural pode ser mais natural do que imaginamos, ou simplesmente
complexo demais para a ciência explicar. Os ÓVNIs parecem obedecer a
leis físicas próprias, ou nós somos péssimos alunos de Física?, onde
resistem aos efeitos da gravidade, porém, podem erguer pessoas e veículos,
para depois soltá-los. Ou seja, a gravidade não é anulada nestes casos,
mas parece não afetar os próprios ÓVNIs.
Os cientistas estão tentando determinar o que é a gravidade e por que
ela funciona. Talvez encontrem as respostas quando solucionarem o mistério
dos OVNIs.
Muitos
acreditam que são projetos ou armas secretas do governo, mas isso não é
verdade, pois estão aqui há séculos, senão milênios. Atravessamos
muitas guerras nas quais aeronaves com as capacidades dos Discos Voadores
teriam sido de grande utilidade e nossas viagens espaciais teriam sido uma
brisa, se tivéssemos naves como estas.
Muita gente já viu um ÓVNI sumir entre as estrelas em segundos, enquanto
nós ainda prendemos nossos astronautas com cintos, em foguetes que
transportam combustível altamente explosivo e às vezes colocam suas
vidas em risco.
Os ÓVNIs são capazes de realizar curvas instantâneas de 90o graus, em
alta velocidade, onde um ser humano seria provavelmente esmagado. Não
podemos fazer isso, mesmo com as mais avançadas aeronaves.
Os alienígenas quase nada revelam sobre o que pensam. O principal
problema em tentar decifrar suas ações, motivos e ordens é que só
conseguimos ver a questão do ponto de vista humano, não conseguimos
pensar de outro modo.
Não é diferente de tentar decifrar os processos de pensamento de
qualquer um dos milhões de diferentes micróbios que dividem o planeta
conosco. Sejam quais forem suas intenções, elas podem ser totalmente
incompreensíveis e, ao mesmo tempo, não podemos esperar que ÓVNInautas
pensem como seres humanos. Embora sejam capazes de falar e nos contar
todos os tipos de histórias, não significa que estejam nos dizendo a
verdade ou alguma coisa útil.
HIPÓTESES - Como podemos notar, existe um número de teorias sobre
o que são os ÓVNIs, de onde vêm e o que estão fazendo aqui, sendo que
a maioria das pessoas crê que sejam de outros planetas e estrelas.
Os
cientistas nos afirmam que as estrelas mais próximas com possibilidade de
existirem planetas habitáveis estão longe demais para serem alcançadas.
Mesmo viajando à velocidade da luz (cerca de 300.000 Km por segundo), uma
viagem levaria muitos anos. Mas esta ainda é a teoria de maior aceitação
e a que causa menos controvérsias entre todos. Imaginar seres
extraterrestres pilotando naves espaciais, vindo de vários pontos do
Universo é, de certo modo, simples e óbvio.
Alguns acreditam que sejam viajantes do tempo, vindos do futuro ou do
passado. Mas por que a intervenção e invasão de nosso tempo atual? Para
nos livrar de catástrofes nucleares? Então, por que não vão direto na
raiz do problema e impedem a descoberta dessa energia, no século passado?
Se estiverem recolhendo material genético para suprir as necessidades de
uma possível falta de bebês no futuro, seria esta a época ideal para
retirada desses tipos de amostras? Exatamente em meio a tanta poluição,
doenças degenerativas, alimentos contaminados e tantos outros males
atuais, não seria bem melhor recolher material genético de populações
mais sadias, no passado?
Nossos cientistas preferem trabalhar com cobaias saudáveis e limpas, ao
invés de capturarem ratos e baratas em esgotos e ainda arriscarem-se a
contrair certas doenças. Se existem viajantes do tempo, não são eles os
responsáveis por tamanha quantidade de contatos.
Há pessoas que apostam na possibilidade intraterrestre, ou seja,
habitantes ou mesmo civilizações inteiras de mundos subterrâneos,
cidades perdidas e esquecidas que ainda conseguem manter-se longe das
garras humanas, em algum lugar nas profundezas da Terra. Tais pensamentos
irritam geógrafos, geólogos, geofísicos e outros estudiosos.
Muitos ufólogos também descartam totalmente tal possibilidade, pois
cientificamente e logicamente não há chances de sobrevivência ou permanência
em ambientes similares. Mas isso não impediria que seres supostamente
extraterrestres escolhessem certos pontos do planeta, locais ermos ou de
difícil acesso, para montarem ‘bases’ de ação rápida e eficiente,
sem necessidade de serem profundas. Aqui se encaixam também os OSNIs
(Objetos Submarinos Não Identificados).
Uma quantidade crescente de pesquisadores acredita que os ÓVNIs vêm de
outras dimensões, os chamados ‘universos paralelos’. A maioria dos Físicos
acha que podem existir tais universos, que coexistiriam com o nosso,
talvez em números infinitos. Se a concepção estiver correta, essas
dimensões devem ter estrelas, planetas e vida. Isso explicaria muitas incógnitas:
1. Pessoas vêem ÓVNIs aparecerem e desaparecerem subitamente, do nada.
Os alienígenas podem estar simplesmente atravessando ou passando para
algum outro universo e talvez existam civilizações diferentes viajando
pelo espaço o tempo todo;
2. Em alguns casos de abdução, as vítimas relatam que são levadas à
terras estranhas, cidades vermelhas ou lugares sem céu;
3. Também há casos onde OVNIs parecem atravessar montanhas ou mesmo
paredes. Podem simplesmente ter sido transportados;
4. As mudanças de formato de um mesmo ÓVNI diante das testemunhas ou sua
divisão em vários outros objetos. Seria possível que estivesse
parcialmente aqui, parcialmente em outro local. Será que podemos
vislumbrar algo de lugares adjacentes, sem estarmos cientes disso?
5. Quando não são detectados nos radares, mesmo que os pilotos os
avistem perto de seus aviões ou quando um grande número de pessoas os vêem
próximos a aeroportos ou aeronaves. Talvez estejam se movendo além de
nosso universo;
6. Explosões silenciosas. Alguns objetos aparentemente explodem, sem
deixar vestígios e em total silêncio. A explosão pode ter ocorrido em
um universo distante daqui, mas visível às testemunhas.
7. Quando humanóides são vistos em terra, parecendo indiferentes à
aproximação de humanos ou simplesmente desaparecendo. Se os habitantes
de um universo paralelo aprenderam a passar de uma dimensão a outra, então
seres de um segundo, terceiro ou muito mais universos podem ter a mesma
capacidade. Daí a grande variedade de Discos Voadores e o diferente
comportamento de seus tripulantes.
Estamos lidando com algo real que não é real. Os universos paralelos
podem explicar esse paradoxo, também significa que estamos lidando com um
fenômeno ‘ligado à Terra’ e não extraterrestre. Está aqui o tempo
todo e não está, parece absurdo, mas o fenômeno em si também é.
Do mesmo modo, quando todo esse mistério for compreendido (e, um dia, o
será!), talvez tenha pouca ou até nenhuma importância, sem um impacto
significativo em nossas vidas. Pode ser o maior evento na história da
humanidade, porém, com pouca influência, em comparação aos terríveis
e insolúveis problemas mundiais como pobreza, fome, ódio racial,
religioso e étnico, governos criminosos e a constante e real ameaça
nuclear. Isso, apenas nós mesmos podemos resolver e não há como
escapar.
Como vimos, a hipótese multidimensional tem boas chances de nos ajudar na
busca de respostas, juntamente e em conexão com a tradicional opção
extraterrestre, mas não fazemos idéia de como e quando compreenderemos
cientificamente esse mecanismo.
Talvez, só depois que as discórdias humanas forem resolvidas, teremos
acesso aos problemas e enigmas universais. Enquanto isso, as pesquisas sérias
continuam.