Os Horrores da Bíblia
Autor: Huascar Terra do Valle
A Bíblia (O Grande Livro da Mentira) é o livro mais vendido de todos
os tempos. É também um dos menos lidos. A imagem que se tem da Bíblia
é de um livro santo, que prega o amor, a bondade, a humildade. Ledo
engano. A Bíblia, principalmente o Antigo Testamento, tem passagens
sangrentas e cruéis, de fazer inveja aos piores filmes de horror.
Quando Moisés desceu do Monte Sinai com as tábuas da lei percebeu que
seus seguidores faziam orgias e adoravam um bezerro de ouro (Êxodo,
32:27-8). Furioso, vociferou: “Ponde cada um de vós a espada a seu
lado. Percorrei o acampamento e voltai, de portão a portão, e matai cada
um o seu irmão, e cada um o seu próximo, e cada um o seu conhecido próximo”.
“E os filhos de Levi passaram a fazer o que Moisés dissera, de modo que
naquele dia caíram do povo cerca de três mil homens”.
Em Deuteronômio 20:10 e sgs., encontramos trechos horripilantes. Jeová
(O Tirano), o Deus do Antigo Testamento, o mesmo que dissera “não matarás”,
aconselha aos hebreus que, ao encontrarem outro povo, façam proposta de
paz. Se aceitarem a paz, deverão ser escravizados para fazer trabalho forçado.
Se recusarem a proposta de paz, Jeová os entregará nas mãos dos
hebreus, que deverão matar todos os homens com o fio da espada. Em
seguida, deverão saquear todos os despojos, inclusive as mulheres, as
criancinhas e os animais domésticos.
No mesmo livro, cap. 7, Jeová diz que seu povo escolhido deverá
aniquilar sete povos que lhes serão oferecidos. “E tens que consumir
todos os povos que Jeová, teu Deus, te dá. Teu olho não deve ter dó
deles”.
Jeová não brinca em serviço. Em II Crônicas 15:13, sentencia:
“...todo aquele que não procurar por Jeová, o Deus de Israel, seja
jovem ou velho, homem ou mulher, deverá ser morto”. Em Êxodo 22:20,
demonstra sua absoluta intolerância: “Quem oferecer sacrifícios a
quaisquer deuses, e não somente a Jeová, deverá ser completamente
destruído”.
Em Deuteronômio 22:22-23: “Caso um homem seja encontrado deitado com
uma mulher que não tenha dono, ambos têm que morrer juntos...” E
continua: “...tendes que levá-los para fora do portão daquela cidade e
tendes de matá-los a pedradas, e eles têm que morrer”.
Em Deuteronômio 21:18, Jeová ordena que, se um homem tiver um filho
obstinado e rebelde, ele e a mãe devem levá-lo para fora da cidade,
chamar os anciãos e dizer-lhes que o filho deverá morrer. Todos os
homens da cidade deverão atirar pedras nele até morrer. Obra no sábado
e deverá ser morto. Sendo assim, toda a cristandade, com a possível exceção
dos adventistas (que guardam o sábado), deveria ser exterminada da face
da terra.
Olho por olho – a pena de talião – é a lei do Antigo Testamento. Não
há lugar para perdão nem piedade. No entanto, Jesus, o mesmo Jesus que
mandou dar a outra face, no Novo Testamento, também tem momentos de
furor, como em Mateus 10:34: “Não penseis que vim estabelecer paz na
terra; vim estabelecer, não a paz mas a espada. Pois vim causar divisão;
o homem contra seu pai, e a filha contra sua mãe. Deveras, os inimigos do
homem serão pessoas de sua própria família. Quem tiver maior afeição
pelo pai ou pela mãe maior que por mim, não é digno de mim; e quem
tiver maior afeição pelo filho ou pela filha que por mim não é digno
de mim”.
Quem duvidar, que confira!
Os Horrores da Bíblia
Autor: Huascar Terra do Valle
Parte I
Para quem gosta de histórias de horror, a Bíblia é um prato cheio.
Escondido no meio de milhares de versículos, podemos topar com cenas de
arrepiar os cabelos.
Em Gênesis, por exemplo, encontramos um episódio, no mínimo, bizarro.
Como todos sabem, Abraão foi o patriarca dos Hebreus. Com seu pai, sua
mulher e seu sobrinho Lot, Abraão saiu da cidade de Ur, no baixo
Eufrates. Encaminharam-se para Harrã, nas cabeceiras do mesmo rio, uma
cidade santa dedicada ao culto de Sin, o deus-lua, o mais importante do
panteão sumeriano. Depois, Lot se separou de Abraão e foi morar em
Sodoma, a cidade do pecado.
Conta a Bíblia que, certa vez, Lot hospedou dois anjos em sua casa. À
noite, alguns homens de Somorra bateram à porta de Lot e disseram-lhe que
sabiam que ele tinha dois hóspedes e que eles, os homens de Sodoma,
queriam ter relações sexuais com os visitantes. Quem duvidar que
confira: Gênesis 19.
Lot ficou apavorado. Para acalmar os tarados, disse que tinha duas filhas
virgens e que as daria para os homens, a fim de poupar seus hóspedes.
Poderiam fazer o que quisessem com suas filhas.
Os homens de Sodoma não aceitaram a proposta e invadiram a casa. Então,
os anjos cegaram os homens e mandaram Lot fugir de Sodoma, que seria
destruída por Deus.
Os horrores continuam. Depois que fugiram de Sodoma, as filhas de Lot
disfarçaram-se de prostitutas, embebedaram o pai com vinho e tiveram relações
sexuais com ele, a fim de “preservar sua raça”. Das relações
incestuosas nasceram Moab e Amon, patriarcas dos moabitas e dos amonitas,
tribos árabes vizinhas de Israel.
Antes deste espetáculo grotesco, encontramos outra cena curiosa. O Deus bíblico
de então, que ainda não tinha revelado seu nome aos hebreus (Iavé),
disse a Abraão que iria destruir Sodoma. Assustado com a ameaça divina,
Abraão pergunta a Deus o que faria se houvesse em Sodoma cinqüenta
homens de bem. Deus disse que não destruiria a cidade, em respeito aos
cinqüenta homens de bem. Abraão anima-se e começa a pechinchar com
Deus. Pergunta o que Deus faria se houvesse apenas quarenta e cinco homens
de bem. Deus atende à pechincha e diz que pouparia a cidade. Depois Abraão
baixa para quarenta, e Deus concorda. No fim, Deus concorda em não
destruir a cidade se encontrasse apenas dez homens de bem.
O que é assustador nesta conversa é a noção antropomórfica do Deus do
Antigo Testamento. O Deus dos primeiros capítulos da Bíblia, embora seja
todo-poderoso, criador dos céus e da terra, é uma figura humana, com
pernas e braços, cabeça, e certamente uma respeitável barba.
Possivelmente tem uma esposa e até uma residência que, de acordo com o
velho testamento, é o Templo de Salomão, que, aliás, foi destruído por
Tito Flávio Vesásiano há quase dois milênios.
Em outro local, depois que Adão e Eva cometeram o pecado original, sentem
vergonha de Deus. Quando pressentem que Deus se aproxima, escondem-se dele
atrás de um arbusto. Diz o texto sagrado que Deus estava aproveitando
“a fresca da manhã”.
Este é o livro mais vendido no mundo, e o mais respeitado. Consta que foi
escrito sob inspiração divina, como se o próprio Deus o tivesse
escrito. Ele é tão respeitado que, em alguns tribunais, as pessoas fazem
juramento com as mãos sobre a Bíblia. A explicação é simples. Embora
a Bíblia seja livro mais vendido de todos os tempos, é também o menos
lido.
Parte II
“Não matarás”, reza o sexto mandamento de Jeová (Êxodo 20:13).
Segundo a tradição, a Bíblia foi escrita sob inspiração divina, como
se o próprio Deus a tivesse escrito.
Se Deus é infinitamente bondoso, é inconcebível que ele cometa a mínima
crueldade com qualquer ser humano. Assim pensam os que veneram a Bíblia.
Veneram porque não a leram.
Este Deus, criador dos céus e da terra, não poderia ser bom para uns e
mau para outros. No entanto, podemos encontrar na Bíblia um desfile de
horrores, que nada fica a dever aos filmes de Frankenstein. Quem não
acreditar, que confira.
No começo do segundo milênio AC, Jeová, o deus do Antigo Testamento,
retira Abraão e sua família da cidade de Ur, na baixa Mesopotâmia, e dá-lhes
de presente uma terra “onde corre leite e mel”, a lendária Canaã
(Palestina).
Jeová, o mesmo que disse “não matarás”, diz, com todas as letras
que, para se apossarem da terra que lhes foi ofertada, eles têm que
aniquilar sete nações (Deuteronômio, 7:1-6): “Quando o senhor teu
Deus te introduzir na terra à qual passará a possuir, e tiver lançado
muitas nações diante de ti, os heteus, os girgaseus, os amorreus, os
cananeus, os ferezeus, os heveus, os jebuseus, sete nações mais
numerosas e mais poderosas do que tu; e o Senhor Deus as tiver dado diante
de ti, para as ferir, totalmente as destruirá; não farás com elas aliança,
nem terás piedade delas... Derribareis os seus altares, quebrareis suas
colunas, cortareis os seus postes-ídolos e queimareis suas imagens de
escultura”.
As ordens de Jeová são claras, como em Deuteronômio 7:16: “E tens que
consumir todos os povos que Jeová, teu Deus, te dá. Teu olho não deve
ter pena deles...”.
Em Deuteronômio 13:15-16, o rol de barbaridades atinge o clímax: “Então,
certamente, ferirás a fio de espada os moradores daquela cidade,
destruindo-a completamente e tudo o que nela houver, inclusive os animais
domésticos. Ajuntarás os despojos no meio da praça e a cidade e todo o
seu despojo queimarás por oferta total ao Senhor, teu Deus, e será montão
perpétuo de ruínas, e nunca mais se edificará”.
Estas barbaridades são apenas uma amostra do verdadeiro festival de
horrores do Antigo Testamento. No entanto, mais de um bilhão de pessoas
em todo o mundo – católicos, protestantes, evangélicos e judeus –
consideram este livro a voz de um Deus justo, bondoso, misericordioso,
criador dos céus e da terra, que oferece aos homens a oportunidade de
salvação eterna em um céu ou um paraíso.
Quantas pessoas foram mortas obedecendo as ordens de Jeová? Qual a
quantidade de sofrimento causada pelo aniquilamento dessas nações?
Este mesmo Deus, tão misericordioso, não só pregou as barbaridades que
são encontradas na Bíblia como, por meio de seus auto-designados
representantes, ainda ameaça com a crueldade infinita do inferno àqueles
que, embora tenham levado uma vida santa, esqueceram-se de ir à missa aos
domingos ou deixaram de confessar o último pecado.