Eclipse em Marte

Robô da Nasa observa ecplipses em Marte

1ª Foto de um Eclipse fora da Terra

 

 

 

 

PASADENA, Califórnia - Pela primeira vez na História, o homem pôde observar eclipses solares vistos da superfície de outro planeta. No dia 4 de março, a câmera panorâmica do robô explorador Opportunity, da Nasa, flagrou a menor lua de Marte, Deimos, atravessando o Sol, como uma pequena mancha, durante menos de um minuto. No dia 7, foi a vez de Phobos ''mordiscar'' o disco solar durante menos de 30 segundos, produzindo uma imagem semelhante à dos eclipses parciais vistos da Terra.

A pesquisa dos eclipses solares em Marte com os robôs exploradores Opportunity e Spirit começou neste mês e acompanhar eventos deste tipo pelas próximas seis semanas. Mas imagem mais impressionante, segundo técnicos da agência espacial americana, deve ser produzida nesta quarta-feira, quando Phobos encobrir novamente parte do Sol.

A observação dos eclipses em Marte não interessa apenas por sua beleza. ''Cientificamente, estamos interessados em determinar o tempo desses eventos para possivelmente refinar as órbitas e a evolução orbital desses satélites naturais'', disse o pesquisador Jim Bell, da Universidade Cornell em Ithaca, Nova York, que comanda a pesquisa com as câmeras panorâmicas dos robôs.



Bell, porém, não disfarça o prazer simples da observação do fenômeno. ''É excitante, histórico e, francamente, 'maneiro', poder observar eclipses em outro planeta.''

Segundo o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, a passagem de Phobos entre o Sol e Marte também pode dar novas informações sobre o estranho formato do satélite, que tem 27 quilômetros de comprimento e 18 de largura. É duas vezes maior que Deimos, mas parece tão maior nas observações porque está bem mais próxima do planeta.

Visto de Marte, o Sol tem uma aparência menor - equivalente a dois terços da que se vê da Terra. Ainda assim, como suas luas são muito pequenas, seu trânsito entre o planeta e a estrela cobre uma pequena fração do disco solar, o que impede eclipses totais tão espetaculares como se costuma ver daqui. Phobos é capaz de cobrir metade do disco solar, e Deimos é quase um ponto diante dele.

As câmeras panorâmicas dos robôs da missão Mars Exploration Rover são apontadas diariamente para Sol, em uma tentativa de observar como a atmosfera marciana afeta a luz solar. Para flagrar os eclipses, o cálculo do momento da observação tem que ser preciso, devido à rapidez com que ocorrem


Deivid Henrique