Furo pode ter causado queda do Columbia, diz Nasa

 

 

Nasa descartou teoria sobre placa de isolamento
Nasa descartou teoria sobre placa de isolamento

 

O acidente do ônibus espacial Columbia foi provocado, muito provavelmente, por um furo que permitiu a entrada de ar quente na asa esquerda da nave, acreditam os especialistas da agência espacial americana, a Nasa.

Segundo os investigadores, o ar superquente, também chamado de plasma, provavelmente conseguiu penetrar na parte interna da asa, derretendo seu material. O buraco poderia ter sido causado pelo choque da nave com lixo espacial no processo de reentrada.

Essa foi a primeira vez que a agência deu indicações de que o acidente não teria sido causado pela perda de uma das placas de isolamento do Columbia - a primeira teoria sobre a tragédia.

A Nasa também informou ter identificado os corpos dos sete astronautas que morreram no acidente. O Columbia explodiu no dia 1º de fevereiro, quando reentrava na atmosfera terrestre para pousar.

Aquecimento

Os analistas da Nasa não sabem onde exatamente o furo teria ocorrido.

Eles acreditam que o buraco poderia estar na própria asa esquerda ou na porta do trem de pouso da espaçonave.

"Em qualquer desses pontos (o furo) poderia causar as alterações de temperatura que nós vimos", disse o porta-voz da Nasa James Hartsfield.

Momentos antes de ser completamente destruídos, os sistemas de monitoramento da asa indicaram um superaquecimento nessa parte do Columbia.

As análises da Nasa dão conta ainda de que tal aquecimento não poderia ser provocado apenas pela perda de uma placa dos sistema de isolamento.

Steven Schneider, cientista do Laboratório Aerospacial da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, concorda com a nova teoria.

"Acho que havia um buraco de tamanho substancial na asa, porque os indicadores dela ou não funcionaram ou estavam mandando sinais negativos", disse ele.

Trem de pouso

Além da falha com a placa de isolamento, a Nasa também negou a teoria de que o trem de pouso do Columbia teria sido abaixado antes da hora.

Um dos sistemas que regulavam esse equipamento acusou que as rodas da aeronave teriam sido abaixadas apenas 26 segundos antes de ela ser destruída.

Se de fato isso tiver ocorrido, essa poderia ser uma das causas do acidente.

O trem de pouso só pode ser colocado em funcionamento quando a espaçonave está muito próxima da pista e a uma velocidade em torno de 555 km/h.

Se fosse aberto durante a reentrada, ele provocaria a destruição do Columbia.

A Nasa disse, porém, que outros dois sensores indicaram que o trem de pouso na verdade nunca foi posto em funcionamento.

Para a agência, a teoria do furo é, até o momento, a mais viável.