Em busca de vida fora da Terra

Estudo envolve geólogos, astrofísicos, biólogos, paleontólogos e outros especialistas

 

 

 

 


Deve haver outros mundos com vida inteligente

07/ 03/ 2003 - A Exobiologia é a única ciência cujo objeto de estudo nunca foi observado: a vida fora da Terra. Trata-se do estudo da Biologia em outros mundos, contemplando disciplinas que, além de incluírem o estudo de supostas condições ambientais favoráveis para a existência de vida, analisam também os possíveis impactos de microorganismos extraterrestres no hábitat de nosso próprio planeta. Por isso, vários especialistas participam dos estudos, como geólogos, oceanógrafos, astrofísicos, biólogos moleculares, zoólogos, paleontólogos, entre outros.

Os primeiros passos para o nascimento desta nova ciência foram dados pela NASA – a Agência Espacial Americana - em 1998, com a criação do Instituto de Astrobiologia. Daí em diante, a Exobiologia passou por modificações interessantes, que inclui a procura de vida inteligente fora da Terra através de ondas de rádio.

Existe mesmo vida fora da Terra? Pela Lei das Probabilidades é bem provável que sim. Só em nossa galáxia, a Via Láctea, fala-se em centenas de milhões de estrelas. Há também milhares de galáxias, cada uma das quais com outros tantos milhões de estrelas.

É muito provável que cada estrela tenha dois planetas que orbitam em torno dela, o que elevaria o número de planetas existentes a, pelo menos, o dobro do número de estrelas existentes no universo.

Por isso, é quase impossível pensar que só um planeta, orbitando uma dessas estrelas, de uma única galáxia, foi o único a reunir as condições ideais para abrigar vida.

É importante lembrar que as formas de vida que devem existir em outros mundos podem tanto ser bactérias ou microorganismos unicelulares muito simples, como espécies tão complexas quanto o Homem.

Vejamos exemplos no nosso próprio sistema solar: o satélite natural de Júpiter, Europa, poderia ter um oceano sob sua superfície, com temperaturas apropriadas para formas rudimentares de vida. A descoberta recente de vestígios de água em Marte que favoreceram condições de vida, num passado remoto.

Mas, o que nós conhecemos como vida inteligente teria que encontrar inúmeras condições para se desenvolver em outros planetas. Atualmente, achar vida inteligente fora da Terra é bastante complicado.

Ondas de Rádio

Os cientistas defendem que os sinais de Rádio são os melhores e talvez a única oportunidade que a humanidade tem para se comunicar com uma civilização extraterrestre, devido às enormes distâncias estelares. Só para se ter uma idéia, a velocidade máxima alcançada para uma viagem no espaço até o momento não passa de 11 Km/segundo. Viajando nessa velocidade, precisaríamos de 300 mil anos para chegar à estrela mais próxima de nós – Alfa Centauri.

Foram os físicos Cornell Giuseppi Cocconi e Philip Morrison que, em 1959, lançaram a teoria de que o uso de microondas de Rádio era o melhor meio de comunicação com as estrelas. Seu estudo foi a base do famoso Projeto SETI de Escuta Extraterrestre, ainda em andamento.

Um ano depois, entraria em cena um radioastrônomo, Frank Drake. Durante dois meses, em 1960, ele deu início à busca de vida inteligente fora da Terra com o envio de sinais de Rádio. Drake dirigiu uma antena de 85 pés na direção de duas estrelas próximas, semelhantes ao nosso Sol, sintonizando um receptor na freqüência de 1.420 Mhz.

Embora Drake não tenha detectado qualquer sinal de origem extraterrestre, seu projeto aumentou o interesse de outros pesquisadores na comunidade astronômica. A extinta União soviética liderou o Projeto SETI durante a década de 1960.

Em vez de procurar os ambientes de estrelas mais próximas, os soviéticos usaram antenas unidirecionais para observar vastas porções do céu, imaginando a existência de algumas civilizações avançadas, capazes de irradiar quantidades enormes de energia de transmissão.

No começo de 1970, um centro de pesquisas da Califórnia ligado à NASA começou a preparar tecnologia necessária para uma procura mais eficiente de vida fora da Terra. Uma equipe de especialistas renomados lançou novas bases para o Projeto SETI manter sua busca, que continua em nossos dias, mesmo sem as grandes verbas que já chegou a receber do Governo Americano.