Segunda Chance

Cientistas encontram novos
indícios de vida em Marte

 

 

Marte visto pelo Hubble:
novo alento para teoria
que estava em descrédito

foto: Nasa  

Uma teoria que já estava caindo em descrédito entre os cientistas ganhou fôlego renovado na semana passada. Pesquisadores da Nasa, a agência espacial americana, anunciaram ter encontrado traços de atividade biológica em mais dois meteoritos de Marte localizados em pontos diferentes e distantes entre si na superfície terrestre. O primeiro caiu perto da cidade de Shergotty, na Índia, em 1865. O segundo, na cidade egípcia de Nakhla, em 1911. Ao examinar as duas pedras marcianas, os cientistas encontraram filamentos microscópicos que lembram estruturas produzidas por bactérias em rochas na Terra. Se a hipótese estiver correta, isso significa que algum tipo de vida entrou em contato com esses meteoritos, milhões ou bilhões de anos atrás, antes que eles se desgarrassem de Marte e caíssem na Terra. Há três anos, o mesmo grupo de pesquisadores anunciou ter encontrado traços semelhantes num meteorito marciano descoberto na Antártica em 1984. Até agora, no entanto, nenhuma pesquisa independente conseguiu confirmar a hipótese da Nasa a respeito desse primeiro meteorito.

Ultimamente, notícias como essa costumam ser recebidas com ceticismo pela comunidade científica. A Nasa depende de verbas públicas para manter seus programas espaciais. Esse dinheiro tem ficado cada vez mais curto desde o fim da Guerra Fria, na qual os Estados Unidos e a antiga União Soviética se envolveram numa corrida espacial. Por essa razão, suspeita-se que a agência americana infle o resultado de suas pesquisas sobre temas mais sensíveis à opinião pública, como a vida em Marte ou o perigo de um choque de asteróides com a Terra, de modo a obter verbas mais generosas do governo. Independentemente das implicações políticas, no entanto, descobertas como as da semana passada são candidatas a entrar no ranking das notícias mais importantes da história humana – se e quando forem confirmadas.