Ar superaquecido invadiu o Columbia
Enviado em Sexta 14 fevereiro de 2003
De acordo com dados de análises preliminares, o plasma (nome dado pelos cientistas a essa camada de ar quente que envolve o veículo durante a reentrada) pode ter entrado no Columbia.
Uma análise preliminar do comitê de investigação sobre o acidente do Columbia indica que uma massa de ar superaquecido entrou na asa esquerda do ônibus, e possivelmente no compartimento de um dos trens de pouso, pouco antes da desintegração da nave.
A entrada da nave na atmosfera a uma velocidade superior a 20 mil km/h provocou uma enorme fricção e um aumento da temperatura em torno do ônibus. De acordo com dados de análises preliminares, o plasma (nome dado pelos cientistas a essa camada de ar quente que envolve o veículo durante a reentrada) pode ter entrado no Columbia.
Segundo as investigações, a invasão do plasma teria ocorrido pouco depois de o ônibus ter sobrevoado o território norte-americano, desintegrando-se totalmente a uma altitude de 60 quilômetros sobre o Estado do Texas.
Segundo o porta-voz da Nasa (agência espacial norte-americana), James Hartsfield, não se sabe certamente o ponto por onde o plasma teria entrado no corpo principal da nave. No entanto, disse que a atenção se concentra sobre o setor dianteiro da asa esquerda, a fuselagem ou o trem de pouso.
"Qualquer um desses pontos poderá ter sido uma causa potencial das mudanças de temperatura"
registradas pelos sensores da nave, disse.
Geralmente os ônibus são protegidos por placas de revestimento térmico, especialmente na parte inferior, que os protegem dessas temperaturas (em torno de 1.000ºC a 1.600ºC).
Apesar de uma dessas placas ter se desprendido durante o lançamento, a Nasa afirma que isso não explicaria o aquecimento registrado.