Agência Espacial Européia analisará atmosfera de planetas em busca de vida

 

 


Trabalho começa por volta de 2015

 


Radiotelescópios como o de Arecibo começam a ficar ultrapassados.

22/ 02/ 2003 - Existe vida em outros planetas? Procurando uma resposta cientistas estão criando a última palavra em equipamentos que examinarão elementos químicos presentes na atmosfera de planetas iguais à Terra, com chances de abrigar alguma forma de vida.

Por décadas os cientistas vasculharam o céu em vão, tentando distinguir sinais da vida extraterrestre. Em 08/ 04/ 1960, o astrônomo Frank Drake, apontou uma antena de rádio para duas estrelas próximas, para tentar “ouvi-las”. Drake não ouviu nenhum sinal naquele dia , mas o Projeto SETI continuou a busca, usando primeiramente radiotelescópios como o telescópio de Arecibo em Porto Rico.

Malcolm Fridlund, da Agência Espacial Européia, acredita que, se há no Universo outros planetas que evoluíram de uma forma parecida à da Terra, é mais provável que sejam habitados por dinossauros ou bactérias e não por seres inteligentes. Mesmo descrente, Fridlund é um dos cientistas do “Projeto Darwin”, que pretende encontrar planetas orbitando sóis fora do nosso sistema solar. A idéia é examinar a composição química da atmosfera desses planetas e tentar encontrar gases favoráveis à vida, como o Oxigênio.

Os esforços da Agência Espacial Européia são complementados por um programa semelhante da NASA, que centralizará a busca por planetas iguais à Terra vasculhando até 150 estrelas próximas ao sistema solar.


O ‘Projeto Darwin’, da Agência Espacial Européia, buscará sinais da vida extraterrestre usando um conjunto de vários telescópios em órbita.

A Agência Espacial Européia e a NASA estão buscando vida extraterrestre com base numa teoria lançada em 1970 pelo cientista britânico James Lovelock. Na época, Lovelock dizia que a simples respiração dos seres vivos afeta a composição química da atmosfera terrestre e que achar planetas com alterações parecidas em sua atmosfera seria uma boa forma de achar vida neles.

Para encontrar tais planetas, os telescópios podem usar a tecnologia do Interferômetro, combinando o poder de diversos telescópios pequenos para produzir uma única imagem final. Nesse sistema, a visão no infravermelho é feita com um espectro de cores que representam elementos químicos diferentes na atmosfera de cada planeta a ser examinado. ''O que buscamos é uma atmosfera fora do equilíbrio químico. Hoje a atmosfera da terra apresenta um desequilíbrio devido ao Oxigênio”, afirma Fridlund.

Os cientistas acreditam que, sem vida, todo o oxigênio livre na atmosfera desapareceria dentro de apenas quatro milhões de anos, por reagir facilmente com os outros elementos da atmosfera. Assim se os cientistas detectassem um planeta com muito oxigênio, poderia ser um sinal que abriga vida.

Outros elementos que os cientistas buscarão incluem o vapor d’água e o dióxido de carbono. Futuramente, poderão procurar Clorofila , o composto químico que permite às plantas fazer a fotossíntese. Clorofila num planeta de outro sistema solar seria um indício fortíssimo de vida extraterrestre.