Análise das fotos enviadas por Francis Daniel

 

 

 

Data: 01/05/2007
Fonte: CUB Brasil

 

 

          "Gostaria de relatar um fato que ocorreu no lugar onde moro, numa chácara. Eu estava tirando fotos das estrelas numa noite, onde eu tirei de um lugar onde não tinha nenhuma luz. Totalmente na escuridão. Após tirar as fotos fui passar para o computador, ai reparei essa coisa estranha. Gostaria de mandar as fotos que tirei". Para não deixar qualquer dúvida, questionamos se ele viu ou não alguma coisa no momento da foto. Francis foi claro na sua resposta: "Ola amigo, só foi percebido quando foi descarregado no computador". Francis ainda nos mandou mais duas fotos, sendo uma posterior e outra anterior a foto do estranho objeto, de modo que comprovaria que não havia nada na região.

 

          Conforme as informações EXIF extraídas da foto, Francis usou uma Câmera digital Canon, modelo PowerShot A620, a foto foi batida no dia 17 de dezembro de 2006, às 20 horas, 31 minutos e 04 segundos, com exposição de 1.3 segundos, o flash foi disparado com “red-eye reduction mode” habilitado, a abertura F4.50, com zoom digital de 1.00 x e ISO 400.

           As câmeras fotográficas são MONOCULARES e não ESTEREOSCÓPICAS. Então não é possível determinar com precisão a característica de "distância" em fotografias simplesmente olhando para elas. O mesmo vale para tentar determinar três dimensões de um objeto numa fotografia simples. Para tanto é necessário aplicar várias técnicas de medição ótica, chamadas de "range finder". Essa técnica é usada na indústria e laboratórios científicos e envolve diversos equipamentos, robôs, técnicas de triangulação, mapas de profundidade, processos computacionais, estereoscopia, fotometria, efeitos de oclusão, precisões de nanômetros com o uso de feixes de laser, algoritmos, etc.

          Porém uma observação do foco pode nos dar algumas pistas. A antena está plenamente em foco, enquanto que o objeto não está. Isso mostra que a distância do objeto em relação a câmera é menor (fora da área de foco) que a antena, portanto é aceitável concluir que o objeto é de pequenas dimensões e está bastante próximo da câmera. Repare como o objeto está fora de foco.

           Reforçando a teoria de que seja um objeto pequeno próximo da máquina fotográfica, repare que o objeto está esbranquiçado, mostrando que ele recebeu grande intensidade da luz do flash. Seria um inseto? Com uma exposição longa, seria esperado que o inseto borrasse a foto, mas vale lembrar que o ambiente estava totalmente escuro (era noite) e a exposição do inseto seria apenas o tempo que ele foi iluminado pelo flash. Se o objeto emitisse luz própria e estivesse em movimento, ele com certeza riscaria a foto.

          Considerando as informações levantadas, a conclusão que chegamos é que o objeto que Francis Daniel fotografou é apenas um inseto voando, próximo da câmera fotográfica. Isso explica o porquê de não existir o mesmo objeto em outras fotos e também o fato de Francis não ter notado nada de anormal no céu quando bateu a foto. O inseto apenas passou rapidamente na frente da câmera no momento que foi batida essa foto, sensibilizando o CCD apenas quando foi iluminado pelo flash. Também, o formato do objeto mostra que há extremidades que lembram pernas e antenas de um inseto.