Análise das fotos enviadas por Ediel Rangel
Data: 01/05/2007
Fonte: CUB Brasil
A fotografia foi
batida por Ediel Rangel. Na ocasião, Ediel estava fazendo turismo com alguns
amigos, em Itapé (MG). Subiram a Pedra D'água, uma pedra de 1.852 metros de
altura. A foto é essa:

O primeiro passo
de uma análise de uma fotografia digital é verificar as informações EXIF. De
acordo com o EXIF, essa foto foi batida com uma máquina da Sony, no dia 03 de
setembro de 2006, às 09:57 horas e com exposição de 0,002 segundos. O Flash da
máquina não foi disparado, o que mostra que a iluminação do ambiente se deve
exclusivamente a luz do sol. Num primeiro momento, temos um indício de que não
seja montagem, pois vemos que as sombras geradas no “objeto” estão coerentes com
as sombras do ambiente. A foto abaixo sinaliza a posição da sombra do “objeto” e
de um outro referencial na foto:

Quando vemos uma foto como essa, a primeira impressão que temos é que há algo no céu, bem distante. Mas essa noção de distância é falsa, porque as câmeras fotográficas são MONOCULARES e não ESTEREOSCÓPICAS. Então não é possível determinar com precisão a característica de “distância” em fotografias simplesmente olhando para elas. O mesmo vale para tentar determinar três dimensões de um objeto numa fotografia simples. Para tanto é necessário aplicar várias técnicas de medição ótica, chamadas de “range finder”. Essa técnica é usada na indústria e laboratórios científicos e envolve diversos equipamentos, robôs, técnicas de triangulação, mapas de profundidade, processos computacionais, estereoscópia, fotometria, efeitos de oclusão, precisões de nanômetros com o uso de feixes de laser, algoritmos, etc.
No entanto, uma
análise de foco da fotografia pode nos dar pistas referentes a distância, embora
seja impossível determinar a distância em medidas precisas. A foto não é boa e
parece que está um pouco tremida. Mas alvos relativamente próximos, como a
vegetação e as pessoas parecem estar em foco. Já alvos distantes, como as nuvens
e as montanhas também parecem estar em foco. Então podemos entender que o foco
da máquina está no “infinito”. Se o foco está no “infinito”, como é possível que
um objeto que esteja no céu, a uma boa distância, esteja tão desfocado, sendo
que alvos distantes estão relativamente em foco? Observe o objeto abaixo:

Essa condição seria possível se o “objeto” estivesse muito próximo da lente, a ponto de sair da área de foco. Então, a primeira hipótese que se pode levantar é que alguma coisa muito pequena passou na frente da máquina fotográfica, no momento em que a foto foi batida. Algo tão pequeno que não foi notado pelo fotógrafo. Aliás, a própria cena da foto demonstra que o fotógrafo não viu nada de extraordinário no céu, pois ele centrou a imagem nas pessoas, inclusive com um deles acenando na foto. Se tivesse visto um UFO no céu, com certeza teria focado a câmera no “objeto” e explorado o máximo do zoom para tentar registrá-lo o melhor possível. Mas não parece ser o caso. Esse fato foi confirmado posteriormente pelo próprio autor: “Segue em anexo uma foto que tiramos em um domingo do mês passado, uma coisa estranha saiu na foto, algo que no dia não havíamos visto no ceú, não é montagem, vocês poderão constatar com especialistas, estamos muito curiosos, será um ÓVNI?”.
Com todos esses elementos levantados, a conclusão do CBPU é que se trata de algo pequeno que passou voando bem próximo da máquina, como um inseto.